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domingo, 27 de abril de 2014

The Divide

Cap 73


 O lugar tinha bastante gente, mas ainda assim estava bem calmo para um aeroporto. Eu escutava a mulher anunciar o horário dos vôos e procurava me situar melhor, para saber pra onde deveria ir.
    Até eu reconhecer os cabelos longos, lisos e as malas que portava:
                      Lua: Sarah? – Eu gritei.
Ela se virou, com um casaco branco e um cachecol azul, o rosto completamente recuperado demonstrava o quão linda aquela menina era. Tinha um olhar marcante, geniosa, presença física predominante, provavelmente faria muito sucesso entro os capazes na nova escola.

                     Sarah: Det. Aguiar! – Ela veio até mim e me deu um abraço apertado.
                    Lua: Quero me chame de Lua, hoje você deixa de ser um caso meu, para se tornar...uma amiga.


      Ela exibia um sorriso largo, contente:

                     Sarah: Obrigada por tudo! Você fez muito por mim quando eu não tinha mais ninguém no mundo.

                   Lua: Não precisa agradecer. Quero que conte comigo pra tudo o que precisar, não hesite em ligar, ouviu? – eu sorri.
                      Sarah: É bom ter uma amiga detetive. – Ela sorriu também.
                    Lua: Eu não diria isso. Vou fazer questão de investigar suas notas escolares todo semestre, mocinha!!! 

                     Sarah: Não se preocupe com isso, Detive Ag...Quer dizer, Lua! Eu vou dar o meu melhor pra entrar na faculdade no ano que vem!
                    Lua: Não esqueça de me mandar o convite de formatura, viu? Quero estar lá.
                     Sarah: Não esquecerei. – Ela me abraçou mais uma vez.
                     Lua: E mais uma coisa, tome cuidado com os garotos, eles são...espertos demais. – ela me soltou e concluiu. 

                     Sarah: Mas eu sou mil vezes mais inteligente.

   Nós rimos, e eu a acompanhei até onde pude, satisfeita por ter mentido para salvar a vida dela, para que ela não se tornasse vingativa, para que vivesse a vida de forma feliz, gloriosa.


Eu aproveitei que tinha saído uma hora mais cedo do trabalho e resolvi ir pra casa do Tommy de táxi. Provavelmente ele ainda estava trabalhando então eu não quis incomodar.
A casa dele não estava tão bagunçada, mas não custava nada eu arrumar um pouco. Eu dei uma bela geral na casa, passei pano no chão, e lavei algumas roupas dele que estavam sujas, que não eram muitas.
    Tomei um banho demorado, lavando bem a cabeça e o corpo, mas quando eu ainda estava enrolada na toalha, a campainha tocou, e eu corri pra atender, imaginando que fosse Tommy:


                   Lua: Arthur? – Estranhei na hora. – Ta fazendo o quê aqui? Você não ia viajar?

                   Arthur: Como você está? – Sem permissão, ele entrou na casa, segurou meu rosto com as duas mãos, me deu um beijo e logo em seguida pôs a mão suavemente na minha barriga.
                   Lua: Eu to bem, Arthur. Mas o que aconteceu?

                  Arthur: Cancelei a viajem. Vim aqui fazer um convite pra você.

     Ele não desgrudava o olho da minha barriga, escondida pela toalha.
                   Lua: Que convite?

                  Arthur: Você está linda hoje. – Ele afirmou.

                   Lua: Obrigada. Mas, que convite é...

                  Arthur: Ele já chuta? – interrompeu.

                   Jennifer: Hã?

                   Arthur: O bebê...Ele chuta?

                   Lua: Não, claro que não Arthur.
                  Arthur: E se eu falar com ele, será que ele chuta?

                   Lua: Arthur, olha pra mim...- Ele me olhou,- Agora fala desse convite.

                  Arthur: Ah...é, minha irmã vez pra cá hoje.
                   Lua: Camillie?
Arthur: Sim, vamos jantar todos juntos.

                  Lua: Todos? Pedro e Katia também?
                  Arthur: Claro, eles são meus pais!
                   Lua: Nossa, então...Eu posso ir com o Tommy?


   Ele fechou a cara na hora.
                    Lua: Por favor, Arthur, eu só não quero me sentir desconfortável.
                    Arthur: Você jamais ficaria desconfortável na sua própria casa, mas já que insiste, tudo bem, leve-o.


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