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sexta-feira, 16 de maio de 2014

A estranha perdida

Capitulo 7 - Part - 2 ultimo capitulo
 
 Ficar com você. - Soltei as palavras rapidamente, num tom quase, desesperado.
- Então tá certo. Tá com fome? - Ele encarava.
- Bastante. - Sorri.
Ele olhou o frigobar do quarto, viu que não tinha nada de interessante, então, ligou na recepção e pediu algumas porcarias. E isso incluía hambúrguer, refrigerante, sorvete e pipoca.
- Pronto, agora você escolhe o filme.
- Obrigada. - Sorri.
Passei os canais da TV a cabo, parando em alguma coisa que me chamou a atenção e me fez soltar um grito praticamente histérico.
- É. É isso. Gossip Girl.
- Ah não, você não vai me fazer assistir isso? - Ele tentou tirar o controle-remoto da minha mão em vão.
- Claro que eu vou. Dá pra prestar atenção? É Gossip Girl. - Dei um sorriso largo. - Esse capítulo é meio velho, mas não me importo. - Dei com os ombros, encostando minhas costas na cabeceira da cama, estendendo as minhas pernas. - Pára com isso e me dá esse controle. - Ele tomou o controle-remoto das minhas mãos e escolheu o canal.
Ele parou em algum filme idiota que passava. Filmes de comédia não eram bem o meu tipo. Mas ele ria. Ele realmente ria de uma forma assustadora, ridícula. E eu acabava rindo da sua risada. - Você tem algum problema? - O encarei, enchendo as mãos de pipoca e enfiando tudo na boca de uma vez só.
- Não. - Ele gargalhava, olhando pra minha cara. - Por quê?
- Porque parece que tem. - O encarei séria, falando com a boca cheia.
- Você é insuportável. - Ele enfiou refrigerante goela abaixo numa velocidade incrível.
- Você é um idiota. - Enchi minhas mãos de pipoca e taquei nele, que ficou me olhando sério.
- Você tá de brincadeira com a minha cara, 
ronc? - Ele me encarou com um sorriso fraco nos lábios.
- Eu? Eu não! Por que eu estaria? - Disfarçadamente coloquei minha mão no pote de sorvete e esfreguei na sua cara.
- Porra, garota! Você é uma chata. - Ele pegou o pote inteiro de sorvete e virou sobre minha cabeça.
- Puxei o edredom sobre a minha cabeça coberta de sorvete e cai na gargalhada. Eu sabia que meus gritos estavam extremamente histéricos.
Ele foi até os pés da cama e me puxou pra baixo.
- Pára com isso! Pára com isso! - Eu gritava enquanto ele começava a fazer cócegas nos meus pés. - Isso é tortura! Não vale! - Eu gargalhava muito alto e ele sorria vendo meu sofrimento.
- Foi você quem pediu. Ficou me provocando, agora aguenta.
Meu corpo foi ficando mole, minha respiração falha.
- Pelo amor de Deus. Pára! - Supliquei com a voz baixa.
Ele parou sua tortura e sentou nos pés da cama, ainda me olhando e sorrindo.
- Você tá muito nojenta com esse cabelo cheio de sorvete. - Ele deu um sorriso largo.
- E você me deseja mesmo assim! - O provoquei segurando a gargalhada.
- Não mesmo, você tá porca!
Sorri e me levantei rapidamente da cama e corri pro banheiro.
Apenas prendi o cabelo direito e sai.
- Vem comigo. - O puxei pelas mãos pra fora do quarto.
- O que? Aonde você vai assim? Mal vestida, suja, nojenta e porca? - Ele arregalou os olhos e eu tentei manter a minha seriedade.
- Te levar pra passear. - Sorri.
- Você é doida! - Ele gritou me segurando pelos braços. - Você tá horrível, nojenta.
- Você não vem comigo? Então eu vou sozinha. - Gargalhei entrando no elevador.
Não demorou muito, ele segurou a porta e entrou junto comigo.
- Amanhã você vai embora e eu nunca mais vou ver a sua cara. Espero nunca mais ter que pisar nesse hotel. Tá ouvindo, sua chata? - Ele me segurou forte pelas mãos.
Paramos no sexto andar, quando um casal entrou no elevador. Fomos medidos da cabeça aos pés. Nos entreolhamos e começamos a rir. Era uma situação engraçada.
- É simpatia. - Arthur deu com os ombros, me cutucando.
- Simpatia pra que? - Aquela mulher muito bem vestida me encarou espantada.
- Simpatia pra ela deixar de ser idiota. - Ele riu, dando um tapinha em meus braços.
- É. - Gargalhei assentindo com a cabeça.
- Agora a gente tem que ir. - Ainda gargalhando, o puxei pelo braço e saímos correndo.
Passamos rapidamente pelo salão principal, e em seguida pela recepção e fomos pra rua.
- Eu não acredito que você ta fazendo isso comigo, Lu. - Ele ria alto, me fazendo rir também.
Ajeitei minhas meias nos pés e então saímos pela avenida. Ali sim estava bem movimentado.
Arthur segurava firme em minhas mãos, e andávamos rindo enquanto os carros passavam e buzinavam para nós dois.
Também, não era nada comum ver dois idiotas cobertos de sorvete e pipoca, despenteados, mal vestidos, andando numa avenida em plena onze horas da noite num sábado.
Soltei nossas mãos, o fiz abaixar e subi nas suas costas.
- Ah não! Agora você tá abusando, garota chata. - Ele resmungou, segurando nas minhas pernas.
- Não reclama. - Sorri, prendendo minhas pernas na sua cintura.
- Você tem noção do que tá fazendo? E esconde essa bunda aí. Não quero ver você mostrando seu cofre pra ninguém não.
- Tá com ciúmes? - Sussurrei baixinho no teu ouvido, debochando.
- Não. Só que você ta horrível demais, e ainda fica mostrando o que não deve. - Ele realmente estava com um tom sério na voz.
Encostei minha cabeça no seu pescoço e passei a língua de leve, pegando um pouco do sorvete que estava grudado na sua pele.
Um carro passou buzinando e gritando alguma coisa que eu não entendi o que. Mas fez com que ele ficasse puto com a situação.
- Desce, é melhor. - Ele me colocou no chão, segurou minhas mãos e então fizemos o caminho de volta pro hotel.
- Deve ser difícil pra você, né? - Abaixei a cabeça e suspirei.
- O que? - Ele me olhou sério.
- Aceitar o fato de que eu realmente gosto de você, e sua cabeça não estar em mim. - Soltei nossas mãos e sai andando um pouco mais a frente.
Eu não sabia por que eu havia dito aquilo. Eu só queria fazer valer à pena.
Ele veio atrás de mim, me puxou pela cintura e me encarou.
- Você sabe como eu sou. - Ele me olhava firmemente nos olhos.
- E eu não te culpo por nada. - Aumentei um pouco o tom da minha voz.
Novamente passou outro carro e disse outra coisa inaudível e eu não me importei mais uma vez.
Ele segurou meu rosto com força e novamente me beijou.
Eu não sabia o que acontecia ali, mas retribui.
Prendi minhas mãos entre os cabelos da sua nuca, puxando-o. Mordi seu lábio inferior e me senti presa a uma parede em seguida.
- Aqui não. - Sussurrei, separando rapidamente os nossos corpos.
Eu tremia da cabeça aos pés. Uma onda de adrenalina percorria as minhas veias e eu sentia o meu sangue ferver dentro de mim. Mais uma vez eu tinha errado, e eu sabia disso.
Corremos para o hotel. Agora, numa tentativa idiota de apostar corrida. Isso tava ficando cada vez mais ridículo.
Passamos correndo pela recepção, salão principal, e ofegantes e extremamente cansados entramos no elevador.
Encostei minhas costas na parede fria de aço e escorreguei meu corpo até o chão, esticando minhas pernas.
- Isso cansa muito. - Gemi e coloquei minhas mãos na barriga, puxando um pouco de ar que me faltava.
- Culpa sua, maluca idiota. - Ele riu, estendendo as mãos para que eu levantasse. - Vem, chegamos.
Segurei firme suas duas mãos, impulsionei meu corpo e me levantei.
- Eu preciso de um banho. - Falei, mexendo nos meus cabelos que estavam duros feito pedra. - E você também, porque tá fedendo. - Alarguei meu sorriso.
- Cara, hoje você tirou o dia pra me encher o saco, hein baixinha? - Ele riu e abriu a porta do quarto.
Entramos rapidamente, afim de não sermos vistos por algum hóspede no corredor.
Corri para o banheiro, deixando a porta semi-aberta. Não de por acaso, mas intencionalmente.
Num gesto inútil, fechei a porta box assim que ele ia entrando no banheiro.
- Deixou a porta aberta por quê? - Ele se encostou na pia.
- Até aonde eu me lembre, o vaso sanitário fica no banheiro. Ou você acha que eu ia sair pra abrir a porta caso você precisasse? - Continuei passando o shampoo nos cabelos.
- De onde você tira essas suas idéias? - Ele veio se aproximando do box.
- Que idéias? - Apenas virei a minha cabeça em direção à porta, encarando-o, que me olhava de costas.
- Idéia de que eu poderia ter dor de barriga justamente quando você estivesse tomando banho. Sua boba. - Ele abriu a porta do box e ficou me olhando de costas.
- Fecha essa porta. Quando eu sair você entra. - Meu rosto pegava fogo de vergonha.
- Não. - Ele disse num tom sério.
- Quando eu terminar deixo você entrar. Agora dá um tempo. - Suspirei.
- Não. - Ele permaneceu ali.
Num gesto rápido e brusco, peguei a mangueirinha do chuveiro, mirei contra ele que lutava contra a água que era jogada.
- Pára com isso! Sério, pára! - Ele ria, se afastando.
- Não paro. - Comecei a rir alto ao ver o quanto molhado e gostoso ele estava.
- Agora eu vou ter que entrar. Não vou ficar aqui fora molhado. - Ele foi tirando a roupa e jogando no chão.
Meus olhos não saiam do corpo dele que era despido com uma velocidade incrível.
Rapidamente, ele já estava dentro do boxe e eu me segurando pra não agarra-lo ali mesmo.
- Eu falei pra você não fazer isso. - Espalmei minhas duas mãos nos seus ombros já molhados pela água quente do chuveiro.
Ele segurou uma das minhas mãos, entrelaçando os nossos dedos e sorriu. Sua boca começou a percorrer o meu pescoço, descendo para os ombros. Mordeu o canto da minha boca e sorriu.
- Eu realmente quero terminar o meu banho, seu imundo. - O empurrei contra a parede e continuei lavando meus cabelos. - Pode ir se lavando. Toma! - Entreguei a minha esponja e o meu sabote para que ele fosse se lavando.
- Sim senhora, madame. - Ele afastou um pouco meus cabelos, colocando-os de lado, e jogou um tanto de sabonete liquido nos meus ombros.
Dei um sorriso idiota, e parei que fazer o que estava fazendo.
- Por que parou de se lavar? - Ele perguntou sorrindo enquanto começava a deslizar a bucha pelo sabão nas minhas costas.
- Porque algum inconveniente não esperou eu terminar de lavar meus cabelos e já veio metendo o dedo aonde não foi chamado.
- Metendo o que e aonde? - Ele falou, quase gargalhando.
- Você pára de safadeza pra cima de mim. - Me virei contra si, encostando meu corpo no seu. Comecei a passar meu corpo pelo seu. Meus peitos nos seus peitos, minha barriga na sua, até que nossas virilhas fossem encostadas uma na outra.
Ele apoiou suas mãos na minha bunda e com um gesto rápido, me colocou entre suas pernas, grudando fortemente nossos corpos.
Suas mãos percorriam todo o meu corpo depressa, enquanto as minhas transformavam seu cabelo numa bagunça sem fim. Eu pressionava meu corpo fortemente contra o seu, deixando sua excitação ainda mais evidente com a proximidade e destruindo minha sanidade mental. As mãos dele pararam em minha bunda, apertando-a com força.
Ele foi descendo seus beijos parando no umbigo e subindo novamente entre os peitos e colo.
Respirando com força e num tom alto, deixei que ele me prensasse contra a parede interna do box enquanto agarrava meus cabelos da nuca com uma mão e tateava a parede até achar a válvula e mudar a temperatura do chuveiro com a outra.
Assim que a água fria tocou nossa pele, automaticamente nos abraçamos com mais força, como se fôssemos nos esquentar com o calor de nossos corpos.
Nossas mãos corriam soltas por cada centímetro de pele alcançável um do outro. Passei meus braços por seu pescoço, implorando pra que ele fizesse o que eu queria logo, e com a testa franzida de prazer, deu a entender que me obedeceria.
Ergueu minhas pernas, me fazendo envolver sua cintura com elas, e se posicionou em minha entrada. Esperando que ele me invadisse de uma só vez, como antes, eu o senti colocar apenas a metade de seu membro dentro de mim, me provocando e calando um gemido baixo com um beijo.
A cada investida ele ia colocando mais e mais, me fazendo ser involuntariamente agressiva durante o beijo, até chegar ao fim e começar a se movimentar com bastante força e velocidade. Eu acabei ficando um pouco mais alta que ele por estar suspensa, o que fez o rosto de ficar praticamente entre meus seios.
Obviamente gostando da situação, ele quase gritava me fazendo gemer no mesmo volume. A água fria que caía sobre nós parecia nos deixar com mais calor ainda, e tornava minha mania de agarrar seus cabelos um pouco mais escorregadia.
Permanecemos algum tempo naquela mesma posição. Ele jogava sua cabeça pra trás várias vezes, com os olhos fortemente fechados.
Ele realmente estava se segurando muito pra não ter que sair dali, enquanto eu já tinha gozado duas vezes, com as unhas fincadas em seus ombros e gemendo alto de prazer. Quando ele jogou a cabeça pra trás pela última vez, exausto, eu o beijei de leve e ele finalmente gozou. Fechando os olhos devagar e gemendo perto do meu ouvido.
Me deixei escorregar com as costas prensadas contra a parede até ficar de pé, enquanto afastava as mechas ensopadas de cabelo grudadas no meu rosto, buscando meus lábios com os seus. Pousei minhas mãos trêmulas em seus ombros, morta de cansaço, e retribuí seu beijo suave com um sorriso.
Agora os meus braços estavam em volta do seu corpo, e eu o abraçava como quem não quisesse sair dali nunca mais.
Minha cabeça doía, o meu corpo doía. Tudo estava acabando. Passando rápido demais.
Afaguei minha cabeça no seu peito, enquanto suas mãos ainda percorriam os meus braços.
Ele beijou o topo da minha cabeça e eu sorri.
- Baixinha, baixinha. - Ele sussurrou e eu sorri mais abertamente.
- O que foi, estrupício? - O encarei e beijei seu queixo.
- Nada.
Sorrimos juntos e nos demos um selinho.
Terminamos o banho. Na verdade, terminei primeiro e logo fui pro quarto esperar ele terminar o seu.
Coloquei o meu pijama, troquei a roupa de cama, que já estava toda suja de comida, e fiquei esperando por ele, deitada.
- De novo garota? Você não cansa? - Ele riu, saindo do banheiro, secando o cabelo.
- De novo o que? - Arqueei a sombrancelha e sorri. - Seu feio. - Sorri e estendi meus braços. - Dá um abraço?
- Não! - Ele riu, se aproximando.
Ele se sentou ao meu lado na cama, e então nos abraçamos fortemente. Apoiei minha cabeça no seu ombro e aproveitei aquele cheiro.
Nos afastamos, então ficamos nos olhando por alguns instantes.
- Obrigada. Tá bom? Por tudo. - Sorri, acariciando suas mãos.
- De nada. - Ele sorriu e me abraçou denovo. - E não chora, garota. - Ele secou aquela lágrima idiota que escorreu dos meus olhos.
Olhei para o relógio, 3h52m da madrugada. Ainda com a cabeça em seu ombro, não queria me desfazer daquilo.
- Você não vai hoje denovo? - Sussurrei.
- Pra casa? - Ele perguntou me encarando.
- É. Você não dormiu lá ontem e... - Suspirei - E, deixa pra lá.
- Você acha que eu não vou ficar com você hoje? - Ele sorriu enquanto mexia nos meus cabelos.
- Vai? - Sorri abertamente.
- Claro! - Ele me abraçou forte. - Mas sem comida na cara! - Gargalhamos juntos.
Nos ajeitamos na cama, apoiei a cabeça no seu colo, então ficamos assistindo alguma série que passava na tv. Pedi o controle-remoto para que eu visse o que passava.
Canal 89, Maxiprime, SKY. Nos olhamos e caímos numa gargalhada absurda.
- Deixa aí, baixinha. Deixa aí. - Ele me cutucou gargalhando.
- Não! Isso é nojento. Pára com isso. - Gargalhando, coloquei um travesseiro na minha cara. - Tira desse canal, seu nojento.
- Pára com isso sua chata, olha que maneiro.
Tirei o travesseiro do rosto e apoiei minha cabeça novamente no seu colo. O encarei e novamente caímos na gargalhada.
- Cara, olha que mina gata. - Ele colocou a mão na boca e riu.
- Bem bom ele han? Olha aquilo. - O provoquei, rindo, não tirando os olhos do filme.
- Olha lá e aprende, baixinha. Olha, olha! - Ele me cutucava rindo.
- Tira sua mão de mim. Ah! Você é muito nojento. - me virei de bruços, ainda com a cabeça no seu colo. - Ah! E ainda fica nesse estado! - Sai da cama correndo ao sentir que aquele filme pornô nojento estava mexendo com o psicológico do meu garoto.
- Desculpa amor! - Ele falou entre as gargalhadas, ficando sem graça. - Volta aqui. - Ele estendeu os braços.
- Eu? Você ta é louco né? - Gargalhei. - E essa cama é minha. Se quiser dormir aqui, vai dormir no chão. - Me aproximei rápido da cama, peguei um travesseiro e joguei no chão. - Aqui olha, bem aqui. - Eu já não agüentava mais o peso do meu corpo de tanto que eu ria. - Caralho! Caralho! Mil vezes caralho! - Ele estava com os olhos vidrados naquela cena nojenta daquele filme nojento. - Olha como ela mete! Caralho, garota! - Ele ria e olhava pra mim.
- Agora chega. Parou. - Desliguei a televisão com a mão e taquei uma almofada nele. - Pára de ser nojento. Pára. Eu te odeio. Você não presta! - Ergui o tom da voz, ficando seriamente irritada.
- Baixinha, você não ta puta de verdade, né? - Ele se levantou e veio na minha direção.
- Eu to. - Falei baixo, abaixando a cabeça.
- Desculpa, 
ronc. - Ele me pegou em seus braços e me abraçou forte. - Eu só tava brincando.
- Não faz mais isso. É feio. - Belisquei sua barriga, nos afastei e deitei na cama.
Ele veio e se deitou ao meu lado em seguida. Apagamos as luzes e ficamos juntos, sem fazer nada, apenas aproveitando tempo que ainda nos restava juntos.
Acordei com o barulhinho chato do despertador do meu celular; 10h30m. Demorei a abrir os olhos. O sono pesava devido à noite anterior. Mas infelizmente era preciso.
Levantei e fui até o banheiro. Tomei um banho para me despertar e já fiquei arrumada para ir embora.
Ele ainda continuava dormindo. E eu gostaria de estar ao lado dele.
Em silêncio, comecei a arrumar as minhas coisas.
Juntei as roupas numa mala, logo fui até meu notebook; Ali, naquela pasta recém criada no desktop as fotos mais engraçadas de nós dois. Eu não consegui evitar um sorriso alto.
Desliguei-o e o guardei na mochila.
Malas arrumadas, agora era hora de acordá-lo.
- Ei criatura - O cutuquei baixinho. -, acorda. - Beijei sua nuca.
Ele abriu os olhos devagar e se levantou assustado.
- Que horas são? Você tá atrasada? - Ele se sentou rapidamente na cama.
- Não, tá tudo bem. - Sorri, encarando-o.
- Lu, olha, você é uma maluca. Sabe disso né? - Ele pegou minha mão.
- Sei. - Sorri. - E Bom dia pra você também. - Me deitei ao seu lado, apoiando minha cabeça no seu colo.
- E eu gostei pra caralho disso, mesmo. - Ele mexeu nos meus cabelos e eu me arrepiei inteira.
Eu não sabia se ria, ou se desmoronava em lágrimas em cima dele.
Senti uma dor insuportável quando vi que faltava menos de duas horas para o meu vôo sair.
Ele se levantou rápido e foi ao banheiro, voltando rapidamente.
Ficamos nos encarando e logo estávamos um nos braços do outro.
Ele segurou meus cabelos da nuca com tanta vontade que gemi de dor. Seu lábios depositaram mordidas e chupadas sobre os meus e eu retribuía da melhor maneira que pude. Suas mãos aos poucos foram soltando meus cabelos, escorregando sobre meus braços, costas e logo em seguida estavam na minha cintura, juntando nossos corpos.
Ergui um pouco meus pés e percorri seu pescoço com meus lábios. Eu precisava sentir novamente o gosto daquela pele. Eu precisava nunca mais me esquecer daquilo.
Em instantes fomos nos afastando com leves selinhos, e apenas nos olhamos.
- Nunca fui boa com despedidas. - Enxuguei meus olhos.
- Não fala assim. - Ele ria, me apertando fortemente.
- Você me leva pro aeroporto? - Perguntei baixo, entre soluços.
- Claro. Vamos indo então? - Ele se afastou, pegou minhas malas e minhas mãos.
Fechei a conta do hotel. Agora sim minha ficha estava caindo. A minha hora estava chegando.
Eu não sei se o veria denovo. Não sei se ouviria a tua voz insuportável falando 'baixinha, chata, nojenta, porquinha, ronc'... Até aquele 'amor' e tudo aquilo que por mais que eu odiasse, amava. Saímos rápido a caminho do aeroporto.
Coloquei meus óculos de sol, a fim de tentar esconder as minhas lágrimas. Eu estava com medo de que nunca mais nos falássemos. Medo de ter sido só mais uma e que nada mudou na sua vida depois disso.
Chegamos correndo e já entramos. Talvez eu estivesse atrasada demais.
Fiquei algum tempo o encarando e suspirei.
- Obrigada, tá? - Esfreguei nossos narizes. - Você não me deixou sozinha aqui e isso foi legal.
- Baixinha, baixinha. - Ele me apertou forte. - Eu fiquei feliz quando vi sua mensagem, de verdade. E você é foda, garota.
- Não diz isso.
O abracei mais forte, encostando a minha cabeça em seu ombro. Suas mãos percorriam as minhas costas, apertando-as levemente.
- Acho bom você ir, senão vai perder o voo. - Ele nos afastou de leve e me deu um selinho demorado.
- Droga. - Olhei pro painel, e realmente, estava na hora. - Er, Arthur, obrigada de novo. - Dei mais um selinho nele. - E ah, tem alguma coisa no seu bolso. Tchau.
Sem olhar pra trás entrei correndo. Parei em algum canto e peguei ar. Chorar é uma desgraça. Não. Não. Eu não estava mais completa.


"We could've fallen in love"
Ps; ainda te quero.'




Epílogo:


Única coisa que ainda me restava dizer depois de um final de semana como esse, era que talvez teria valido a pena ter tomado tantos foras que nem tomei. Aquele bilhete no bolso dele deveria ter feito algum efeito. Teria de fazer. Eu esperava vê-lo denovo. 



FIM

Autora:Bruna Tavares                 

4 comentários:

  1. como assim o ultimo não mostrou se ele vai fica com ela

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  2. Ahhh esse final n valeu... Poxaa faz pelo menos um capitulo extra pra mostrar se eles ficaram juntos ou n .. pfpfpfpf

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  3. Ahh não, tem que ter pelo menos um capítulo extra ou se vc tiver um pouco de compaixão fazer uma 2 temporada, mas a fic não pode acabar assim

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  4. Poxa n mostrou se eles vão ficar juntos
    Ela pode engravidar pelo fato no banheiro

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