CAPÍTULO 12 p.1 -
MUSE
Lua Blanco POV
Eu sabia que algo estava errado. Digo, além do fato de ser um domingo de manhã e eu não ter dormido por simplesmente ter virado a noite com sexo e romantismos. Sim, talvez algo estivesse realmente errado. É sempre assim quando eu sinto o gosto básico da suprema felicidade, algo sempre estava errado. Thur dormia em minha cama enquanto eu continuava a encarar minha própria imagem no espelho do banheiro, para variar. Era quase como um mantra fazer aquilo, na esperança de encontrar em si respostas para as muitas perguntas.
Emily sempre foi uma pessoa meio que errada; ela era louca, e morreu levando o coração de um homem - em especial - consigo. Chay. Como eu o adorava, como eu o queria bem, tudo isso já era clichê em minha mente. Doía, mais do que deveria, ver Chay sofrer com a maldita Emily, ou pior, com sua lápide. Era necessário separá-lo desse mundo que vivia. Eu sabia que podia fazer algo, mas não aceitava que separá-lo de Emily, a adormecida, fosse separá-lo de mim também. Pode soar ridículo, mas e se Thur resolver que nunca ia ter coragem para acabar com Paige, o que eu faria? Para quem eu recorreria? Quem eu abraçaria?
Sim, eu sei, é puro egoísmo transcorrendo pelos meus pensamentos, mas eu nada podia fazer se tinha uma relação única com aquele homem. Triste homem chorando pelos cantos, por uma amada que não era eu. Digo, eu tinha Thur, que parecia me amar, que eu, provavelmente, também amava; mas como as coisas poderiam ser diferentes quando o assunto era o sempre grande Senhor Suede?
Quem, afinal, era o Boss detentor de 51% das ações do meu coração, do meu amor?
É, como eu disse, algo estava incrivelmente errado.
Ajeitei os cabelos para trás e dei mais uma olhada para o boxe do banheiro. Banho, Lua, banho. Num pico de coragem, retirei a única peça que me impedia de ficar completamente nua, uma calcinha, e fui em direção ao boxe. Fiquei na posição exata sob o chuveiro e fechei os olhos, ligando o chuveiro devagar. A água estava mais quente do que costumava, provavelmente coisa de Thur, que eu havia descoberto nesse fim de semana que o garotão só tomava banho com aquela água a queimar a pele. Eu costumava ajeitar a resistência, mas acabei por dar de ombros, eu só queria sentir a água tocando minha cabeça e ombros, e alisando o resto do corpo.
Providências, era isso que eu precisava fazer, tomar providências. Todo e qualquer problema é resolvível, eu só precisava de uma solução; a começar pelo que mais me incomodava além da tristeza de Chay: A existência de Paige Wallace.
Um sentimento bom e mal ao mesmo tempo me invadiu naquele exato momento. Eu só pude lembrar de um nome: Victor Hugo Knox, o irlandês filho da puta.
Sim, sim, e por que não? Era impossível que Victor Hugo convivesse no mesmo espaço de uma mulher bonita sem tomar nenhuma atitude. Paige não era o tipo poço de beleza, mas bem parecia uma daquelas modelos da Vogue, com dentes incisivos separados, magra demais, e... Sem estilo-próprio.
Talvez eu estivesse divagando demais, e tivesse de voltar a por os meus pés no chão. E essa alternativa, com certeza, era a mais provável.
Acabei de tomar banho e fiz minha higiene pessoal; passei hidratante no corpo, depilei as pernas, penteei o cabelo e finalmente pus uma toalha para sair do banheiro. Abri a porta vagarosamente, para não acordar Thur, e então na ponta dos pés dirigi-me ao meu armário, pegando um blusão de lã azul e usando uma daquelas calcinhas pin-up que eram um pouco mais largas e confortáveis. Devido ao frio que se fazia pela casa, e pelo fato de meus cabelos estarem molhados, pus meias 7/4 e, simplesmente, voltei a dormir, mesmo ainda pensando no "Problema Paige". Domingos, preguiçosos demais para pensamentos tensos...
- Lu... - senti beijos molhados sobre a minha nuca. - Hum, que chefe perfumada. - mãos grandes tocaram meu pescoço de uma vez, tirando meus cabelos do lugar, fazendo com que um filete de ar frio me arrepiasse. Era o hálito dele me invadindo. Eu já sabia quem chamava meu nome, mas estava muito carente de dengo, e permaneci com os olhos fechados. - Lu, Lu, Lu... Acorde, sim? Tenho uma coisa para te mostrar.
- Uma coisa? Que coisa? - perguntei com um sorriso bobo nos lábios e os olhos ainda avidamente fechados. Senti Thur me virar para si e morder meu queixo sem qualquer permissão ou aviso prévio. Foi automático que eu tivesse um leve, porém assustado, espasmo tomando meu corpo. Isso porque eu também sentia cada curva do corpo dele, tão rígido com aqueles músculos desenhados, sobre o meu. Sentia seu cheiro de sabão e hálito de pasta de dente de menta; e o jeito que sua pele fria tocava a minha, quente, recém saída de pesados edredons.
- Vem, é na televisão. Vai passar sobre a festa da Revista. - ele levantou de cima de mim, fazendo-me abrir os olhos apenas para resmungar olhando naqueles dois globos Castanhos escuros.
- Trabalho, Thur? Hoje é domingo!
- Hoje é domingo, mas o mundo não parou de girar, cara chefe. Agora vamos, tire esse corpinho lindo da cama e venha comigo para o sofá. - ele disse, estendendo as mãos para mim. Levantei com sua ajuda.
- Chato. - resmunguei - Eu vou lavar o rosto antes, ainda consigo assistir resquícios de meu sonho.
Beijei Thur na bochecha áspera devido a rala barba e andei ao banheiro. Mais uma vez, tive que encarar a minha própria face diante do espelho; eu ainda estava realmente incomodada com a existência de Paige no nosso relacionamento. Tinha que acabar. E logo.
Coloquei o cabelo para trás, penteando a juba que havia saído do Reino de Simba, já que eu havia feito o favor de dormir com os cabelos molhados. Prendi tudo num coque com um elástico, e ajeitei as partes mais chatas com um daqueles cremes de cabelo faz-tudo era-uma-vez-leoa. Assim, finalmente, lavei o rosto, sentindo os poros da minha pele abrirem-se para receber a água quente. Delightful.
Quando cheguei à sala, Thur estava espalhado pelo sofá, assistindo canal de fofoca. Espera, canal de fofoca? Ele me acordou para ver canal de fofoca?
- Senta aqui, Lu. - ele apontou-me seu lado, ajeitando-se no sofá. - Já vai começar.
- Começar o quê? - perguntei, sentando-me perto dele, enquanto sentia o seu braço rodear minha cabeça.
- Você vai ver... - ele disse. Olhei para a televisão, que acabava de passar um daqueles comerciais ridículos de pizza. Como conseguiam vender pizza colocando uma pessoa relativamente gorda na propaganda? É muita falta de atenção aos detalhes.
Logo um programa começou, e todo o cenário daquela incrível festa de uma sexta à noite, apareceu em flashes.
"A London Music, revista de música e tendências, resolveu voltar com tudo à ativa. Nessa sexta-feira, 12 de fevereiro, houve uma das melhores e maiores comemorações desse início de ano; superando muitos eventos já previstos na estação. A inauguração da revista seguiu com grandes nomes, não só convidados VIP's, mas também incríveis bandas hospedando rock 'n roll moderno e extraordinário.
Com nova direção, a London Music saiu em disparada nos primeiros dias de venda; e está prometendo muito para ser uma das guias do mercado de música; coisa que ninguém jamais imaginou. E ainda ganhou filiais fora do país, mais inimaginável ainda para os nossos críticos.
Lua Blanco - presidente da companhia Blanco, de Nova York, agora comandando a Revista - subiu ao palco para cumprimentar seus convidados, sendo recebida com muita alegria. "
Creditos: Fanfics Obession



a não deixa a lua termina com Arthur tava tão bom ele com ela :(
ResponderExcluir12 fevereiro meu niver :))
ResponderExcluirBy:gaby