Cap 27
Eu não respondi e também não quis conversar mais. Porque eu sabia muito
bem que não importava o que eu dissesse, o Tommy não ia me deixar em paz.
Quando o avião pousou, nós fomos de táxi até o endereço de Caroline Malvin. Por sorte ainda era cedo, não passava das cinco da tarde, mas minha ansiedade, e curiosidade para saber o que essa mulher tinha pra falar era tanta que eu mal disfarçava a minha apreensão.
Uma agradável coincidência foi saber que o taxista sabia perfeitamente onde era o local, porque morava a poucas quadras da rua de Caroline, assim, chegamos à casa em menos de meia hora. E era uma bela propriedade, nem grande e nem pequena demais. Toda branca, com um jardim, tal como aquelas famosas casas de filmes americanos.
Nós pedimos para o taxista esperar por nós, porque ainda teríamos que procurar por um hotel, e não demoraríamos muito com as perguntas...Isso, se ela colaborasse.
Ele bateu na porta algumas vezes, e nada. Talvez não tivesse ninguém lá. Eu já me preparava para dar meia volta, quando a porta se abre lentamente:
Caroline: Posso ajuda-los?
Eu arregalei meus olhos. Ela era uma mulher muito velha, de cabelos totalmente brancos e andar cansado. As marcas de expressão no rosto denunciavam uma idade bem avançada, e eu me perguntei se era ela a vô de Arthur:
Arthur: Caroline Malvin?
Caroline: Sim. E vocês, quem são?
Tommy tomou a frente:
Thomas: Thomas Hammet e Lua Aguiar.
Ela neutralizou-se, apertando os lábios, receosa ao escutar meu sobrenome, mas logo abriu a porta, nos dando espaço para entrar:
Caroline: Eu sabia que um dia vocês iam aparecer.
Quando o avião pousou, nós fomos de táxi até o endereço de Caroline Malvin. Por sorte ainda era cedo, não passava das cinco da tarde, mas minha ansiedade, e curiosidade para saber o que essa mulher tinha pra falar era tanta que eu mal disfarçava a minha apreensão.
Uma agradável coincidência foi saber que o taxista sabia perfeitamente onde era o local, porque morava a poucas quadras da rua de Caroline, assim, chegamos à casa em menos de meia hora. E era uma bela propriedade, nem grande e nem pequena demais. Toda branca, com um jardim, tal como aquelas famosas casas de filmes americanos.
Nós pedimos para o taxista esperar por nós, porque ainda teríamos que procurar por um hotel, e não demoraríamos muito com as perguntas...Isso, se ela colaborasse.
Ele bateu na porta algumas vezes, e nada. Talvez não tivesse ninguém lá. Eu já me preparava para dar meia volta, quando a porta se abre lentamente:
Caroline: Posso ajuda-los?
Eu arregalei meus olhos. Ela era uma mulher muito velha, de cabelos totalmente brancos e andar cansado. As marcas de expressão no rosto denunciavam uma idade bem avançada, e eu me perguntei se era ela a vô de Arthur:
Arthur: Caroline Malvin?
Caroline: Sim. E vocês, quem são?
Tommy tomou a frente:
Thomas: Thomas Hammet e Lua Aguiar.
Ela neutralizou-se, apertando os lábios, receosa ao escutar meu sobrenome, mas logo abriu a porta, nos dando espaço para entrar:
Caroline: Eu sabia que um dia vocês iam aparecer.
Nós entramos devagar, observando tudo o que nos cercava. A casa era
linda, clara e arejada, como uma casa de bonecas e eu quis saber se ela morava
lá sozinha:
Lua: A senhora vive aqui sozinha?
Caroline: Sim. Mas as vezes uma mocinha vem aqui para me ajudar com a limpeza. Sou uma mulher velha, jovens, não tenho uma saúde muito boa. – Ela riu e acenou para o sofá da sala, onde nos sentamos. Ela se sentou na nossa frente, na poltrona.
Caroline: Bom, vamos direto ao assunto...O que vocês desejam aqui, de fato?
Ela possuía um ar sereno, relaxado, singelo, como se a nossa presença em sua casa foi programa previamente. E eu não conseguia tirar os olhos de cima dela por um segundo sequer, tentando encontrar as semelhanças entre ela e Arthur. Ela era baixinha, bem branca, de olhos azuis e cabelos cuidadosamente penteados, uma senhora fina e simples ao mesmo tempo:
Thomas: Viemos falar a respeito da Família Aguiar.
Ela fechou os olhos e sorriu novamente, se deleitando com o sobrenome que talvez não escutava a tempos.
Caroline: Aguiar...- ela sussurrou.- Esse sim é um nome que eu não escuto a muito tempo. É uma história velha e antiga, acredito que vocês não vão querer ouvi-la.
Thomas: Se a senhora não se importar, nos temos todo o tempo necessário.
Caroline: Que indelicadeza a minha...Não lhes ofereci nem um café!
Lua: Não queremos, senhora Malvin, obrigada!
Caroline: Bom, se é assim. Eu conto tudo!
Lua: A senhora vive aqui sozinha?
Caroline: Sim. Mas as vezes uma mocinha vem aqui para me ajudar com a limpeza. Sou uma mulher velha, jovens, não tenho uma saúde muito boa. – Ela riu e acenou para o sofá da sala, onde nos sentamos. Ela se sentou na nossa frente, na poltrona.
Caroline: Bom, vamos direto ao assunto...O que vocês desejam aqui, de fato?
Ela possuía um ar sereno, relaxado, singelo, como se a nossa presença em sua casa foi programa previamente. E eu não conseguia tirar os olhos de cima dela por um segundo sequer, tentando encontrar as semelhanças entre ela e Arthur. Ela era baixinha, bem branca, de olhos azuis e cabelos cuidadosamente penteados, uma senhora fina e simples ao mesmo tempo:
Thomas: Viemos falar a respeito da Família Aguiar.
Ela fechou os olhos e sorriu novamente, se deleitando com o sobrenome que talvez não escutava a tempos.
Caroline: Aguiar...- ela sussurrou.- Esse sim é um nome que eu não escuto a muito tempo. É uma história velha e antiga, acredito que vocês não vão querer ouvi-la.
Thomas: Se a senhora não se importar, nos temos todo o tempo necessário.
Caroline: Que indelicadeza a minha...Não lhes ofereci nem um café!
Lua: Não queremos, senhora Malvin, obrigada!
Caroline: Bom, se é assim. Eu conto tudo!
Caroline: Mas antes de tudo, quem são vocês?
Lua: Eu sou detetive e ele é policial.
Caroline: Entendo. Esperei muito tempo por vocês, jovens. – Ela riu.- E você mocinha, é uma Aguiar?
Lua: Sim, senhora.
Caroline: Sinto muito por isso. É casada com quem?
Lua: Arthur Aguiar.
Ela pressionou os olhos em cima de mim, tentando assimilar o que acabara de ouvir, suponho.
Caroline: Arthur? O pequeno Thur?
Lua: Sim, o próprio. A senhora o conhece?
Caroline: E porque não conheceria meu próprio bisneto?
Thomas: Bisneto???
Caroline: Sim. Quantos anos acha que eu tenho rapaz? – Ela riu, alegre.
Thomas: O suficiente para jamais ser chamada de bisvovó! – brincou.
Ela gargalhou:
Caroline: Gentileza a sua. Tenho 92 anos de estrada, querido.
Lua: Uau. Devo dizer que o tempo foi muito generoso com a senhora.
Caroline: O tempo não. A vida sim! Mas conte-me, como está meu bisneto? Espero que ele tenha se salvado da maldita tradição...
Thomas: Tradição?
Caroline: Sim. Como ele está? – ela estava empolgada.- Eu o vi algumas vezes a uns anos atrás por fotos, mas nunca pessoalmente. Talvez ele nem saiba da minha existência.
Thomas: Ele não sabe? Ele não sabe que tem uma bisavó viva?
Caroline: Provavelmente não. Quando eu soube quem eram os Aguiar’s , eu dei o fora daquela casa e daquele mundo. Dou graças a deus por estar viva e não me arrependo de absolutamente nada do que fiz até hoje, a não ser por uma coisa...O meu filho.
Thomas: A senhora deixou a casa e seu filho pra trás?
Caroline: Eu quis fugir com o meu filho, mas a única maneira de manter Greg vivo era deixa-lo com o pai.
Lua: Eu sou detetive e ele é policial.
Caroline: Entendo. Esperei muito tempo por vocês, jovens. – Ela riu.- E você mocinha, é uma Aguiar?
Lua: Sim, senhora.
Caroline: Sinto muito por isso. É casada com quem?
Lua: Arthur Aguiar.
Ela pressionou os olhos em cima de mim, tentando assimilar o que acabara de ouvir, suponho.
Caroline: Arthur? O pequeno Thur?
Lua: Sim, o próprio. A senhora o conhece?
Caroline: E porque não conheceria meu próprio bisneto?
Thomas: Bisneto???
Caroline: Sim. Quantos anos acha que eu tenho rapaz? – Ela riu, alegre.
Thomas: O suficiente para jamais ser chamada de bisvovó! – brincou.
Ela gargalhou:
Caroline: Gentileza a sua. Tenho 92 anos de estrada, querido.
Lua: Uau. Devo dizer que o tempo foi muito generoso com a senhora.
Caroline: O tempo não. A vida sim! Mas conte-me, como está meu bisneto? Espero que ele tenha se salvado da maldita tradição...
Thomas: Tradição?
Caroline: Sim. Como ele está? – ela estava empolgada.- Eu o vi algumas vezes a uns anos atrás por fotos, mas nunca pessoalmente. Talvez ele nem saiba da minha existência.
Thomas: Ele não sabe? Ele não sabe que tem uma bisavó viva?
Caroline: Provavelmente não. Quando eu soube quem eram os Aguiar’s , eu dei o fora daquela casa e daquele mundo. Dou graças a deus por estar viva e não me arrependo de absolutamente nada do que fiz até hoje, a não ser por uma coisa...O meu filho.
Thomas: A senhora deixou a casa e seu filho pra trás?
Caroline: Eu quis fugir com o meu filho, mas a única maneira de manter Greg vivo era deixa-lo com o pai.



♥♥♥♥♥♥♥
ResponderExcluirMuitas revelaçoes.
ResponderExcluirMais hj eu preciso
ResponderExcluirass taislane
E oq sera q vai rolar ? tandandandan posta logo q eu to morrendo Shaay
ResponderExcluirPosta mais pf♥
ResponderExcluir