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domingo, 20 de abril de 2014

Amigo Secreto - A Lista de Desejos

Capitulo 8


Ela acordou com um barulho de papel sendo amassado. Espreguiçando-se no sofá de couro, Lua abriu os olhos, virou a cabeça e deu de cara com Arthur embrulhando alguns presentes. Ou melhor, tentando fazer isso.
"Você esta destruindo esse papel de presente", ela murmurou, se lembrando vagamente de ter sido carregada da sala de jantar até o sodá. O fogo ainda crepitava de leve, a música continuava tocando baixinho. Apesar de estar em um lugar estranho, ela se sentia em casa ali. Vestindo apenas uma calça de moletom cinza surrada, Arthur estava sentado ao alcance de sua mão. Ele se virou e apoiou o braço sobre as pernas dela.
"Estou tentando não fazer isso, mas, quanto mais eu tento, pior fica."
"Precisa de ajuda ?"
Ele fez que sim com a cabeça e abriu um sorriso de menino. Com a barba por fazer e os cabelos despenteados, estava quase bonito demais para ser verdade. Inclinado sobre ela daquela maneira, a musculatura do peito e dos braços sobressaía de maneira marcante. Ela hesitou por um instante, mas não resistiu à vontade de tocar os cabelos dele. Eram grossos e sedosos, e renovaram seu desejo. Quando ele se virou para beijar seu pulso, ela sentiu um leve frio na barriga.

Não seria nada fácil esquecê-lo.
Soltando um suspiro resignado, ela se sentou e se ajeitou às costas dele, envolvendo-o com as coxas. Ele se recostou nela e bocejou. Ela olhou no relógio do aparador da lareira e viu que eram duas da manhã.
"Também, cansado como está, você não vai conseguir embrulhar nada", ela comentou. "Por que você não dorme um pouco ? Amanhã eu te ensino a fazer isso."
Ele a abraçou pelas panturrilhas e a olhou de baixo para cima. "Se eu dormir, você ainda vai estar aqui amanhã de manhã ?"
"Ai, Arthur." Lua encostou o rosto na cabeça dele. "Não seja bobo."
"Você está falando com um cara que fez o jantar pelado."
Passando a boca nos cabelos dele, ela resolveu mudar de assunto. "Você tem fita dupla faze ?"
"Hã ? Acho que vem safadeza por aí..."
Ela riu e se apaixonou um pouco mais. "Para os presentes."
"Ah... que pena. Não. Só durex comum mesmo."
"Muito bem, então, seu tarado." Ela olhou para trás. Vamos ver o que temos aqui."
Ele se virou e a beijou no rosto.
O coração dela começou a bater a mil, e ela precisou limpar a garganta antes de falar. "Você deixou sobrar muito papel nas pontas. É por isso que está tão difícil dobrar sem amassar."
Arthur pegou a tesoura e cortou o excesso. "Só isso ? Agora vai dar ?"
"Sim." Ela pôs os braços sob os dele e mostrou como dobrar as pontas.
"Agora é só colar."
"Aqui ?" A voz dele se tornou mais grave. Com os seios contraídos nas costas dele e o nariz perto do pescoço, a intimidade entre os dois era inegável.

"Isso mesmo", ela murmurou, largando o presente e se recostando de volta. Ele segurou as mãos dela antes que seus corpos se afastassem.
Fazendo-a segurar em seu peitoral, Arthur murmurou: "Quero você tocando em mim".
Ela engoliu em seco, sentindo aquela pele quente. E, com a ponta dos dedos, acariciou de leve os mamilos dele. Soltando um gemido, ele baixou os braços para as laterais do corpo.
Ele se recostou no colo dela de novo, e a visão de seu rosto enquanto sentia prazer foi mais do que ela era capaz de suportar. Lua desviou os olhos e observou a mesa de centro, a tevê de tela plana e a árvore de Natal perto da porta de vidro.

"Você não vai enfeitar a árvore ?", ela perguntou.
"Não." A voz dele saiu em um murmúrio grave. "Comprei a árvore por sua causa e esqueci as porcarias dos enfeites."
As mãos dela pararam de se mexer. "Por minha causa ?" Ai, meu Deus. Acho que vou chorar.
"Isso mesmo. Eu percebi por aquele seu bloquinho e pela arvorezinha na sua mesa que você deve gostar de verdade do Natal. Eu também gosto, mas como a ceia vai ser na casa da minha irmã, nem comprei uma árvore. Mas, para você, eu senti que precisava criar um clima natalino em casa."
Ela se virou e sentou no colo dele. Frente a frente, os dois ficaram se olhando.
"Desculpa por ter esquecido os enfeites", ele falou.
Ele segurou o rosto dela entre as mãos e a beijou.
Ao contrário do beijo ardente e possessivo que eles trocaram no escritório, aquele foi mais carinhoso, acariciando-a de leve com a língua. Lua o envolveu nos braços e o beijou com toda a sua vontade. Com gratidão. Com desejo. Com amor.
Ela se afastou e respirou fundo. "E o que você quer de Natal ?"
"Isso que estou fazendo. Amor com você." Arthur mexeu os quadris, e ela notou o quanto ele estava excitado.
Era um presente que dispensava embrulhos. E palavras. Ela levantou a saia, e ele abaixou as calças. Ela o envolveu. Primeiro com a camisinha, depois com seu corpo. Ele grunhiu, ela gemeu alto. Eles foram se movendo juntos, sem a pressa das vezes anteriores. Com as mãos nos ombros dele, ela o acolheu profundamente, se erguendo e descendo novamente no ritmo dos sons que ele fazia. Contraindo os músculos para acariciá-lo por dentro.
Tirando a blusa e o sutiã para sentir o toque dele na pele nua.
"Eu queria você", ele disse com a voz rouca, controlando os quadris dela com as mãos trêmulas. "Tanto, tanto... Minha nossa, você é demais."
Lua continuou sem pressa, fazendo de tudo para prolongar o tempo que ainda tinham juntos, que inevitavelmente chegaria ao fim.

O dia não demorou a amanhecer. Quando a luz do sol que surgia no céu entrou na sala através da porta de vidro, ela cobriu Arthur com um cobertor e apanhou a bolsa.
"Feliz Natal", ela sussurrou, parando por um instante na porta para vê-lo dormindo no sofá uma última vez.
O clique da fechadura serviu como o adeus que ela não foi capaz de dizer.

Não disse q o Arthur era um fofo ? Amanhã capitulo 9 e 10 e assim essa mini-web se acaba. E agora ? Lua se foi. Não deixem de comentar.

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