Capitulo 05
Capítulo 05- Aonde vamos, garoto?
- Pára de ser chata e vem comigo. - Ele me pegou pelas mãos, entrelaçando nossos dedos e fomos andando até chegar a um beco pouco iluminado.
Não. Ele só poderia estar brincando com a minha cara. Ele não seria tão idiota de tentar fazer alguma brincadeira de mal gosto a essas horas.
- Não precisa ter medo, é só uma rua que a gente vai atravessar. - Rindo da minha cara, me puxou por aquela ruazinha, que dava exatamente para um quintal enorme, aonde tinha uma escada que te levava a uma varanda. Ou melhor, a um lugar que parecia uma lanchonete, restaurante, tanto faz.
Respirei aliviada por alguns instantes. Sim, eu realmente senti uma tensão muito grande ao passar por aquele lugar estranho e desconhecido, ao lado do próprio desconhecido.
Gargalhando da minha cara de assustada e das minhas mãos trêmulas e suadas, ele me abraçou forte, prendendo minha cabeça na altura do seu peito. Pude senti-lo encostar o nariz em meus cabelos e suspirar levemente.
Meus 45 minutos de banho haviam feito algum efeito.
Ele me tirou do transe e então chegamos ao lugar. Um lugar bonito, por sinal. Bem iluminado, boa aparência.
Sentamos numa mesa e ficamos nos olhando por alguns instantes.
- Você realmente sentiu medo de vir até aqui, baixinha? - Ele riu baixo, tirando uma leve mecha de franja dos meus olhos.
- Não gosto de lugares escuros. Eu tenho medo. - Assumi timidamente, escondendo o rosto e sorrindo em seguida. - Ao menos que seja um escuro bom. Antes que você comece a julgar que tenho medo do monstro do armário, por exemplo. - Dei com os ombros e sorri.
- Você é doida, garota. - Ele riu, me dando um leve soquinho no braço, me fazendo gemer.
- Poxa. Não faz isso. Dói. - Passei minhas mãos por onde ele tinha batido, e quando senti suas mãos se aproximando das minhas, retribui com um tapa. - E não encosta em mim. - Falei em um tom sério, porém de deboche.
Ele puxou a cadeira pra próxima da minha, e passou os braços pelos meus ombros.
Fechei os olhos e apoiei minha cabeça nos seus ombros. Ao mesmo instante, suas mãos começaram a percorrer todo o meu braço, me acariciando.
- A galera tá chegando. - Ele sussurrou, me fazendo assustar, corar, perder a noção do que poderia acontecer.
Gaguejei por alguns instantes.
- Que-quem tá chegando? - Me afastei rápido, me ajeitando na cadeira, fazendo-o rir.
- Relaxa, pequena. - Ele se levantou, indo até os amigos dele e dizendo algo baixo. Algo que não consegui ver o que era.
Senti uma vergonha imensa me dominando quando os olhares se depositaram em mim. Ele disse o nome de todos que ali estavam, me apresentando pelo nome, e logo em seguida como 'a minha garota do sul'.
Corei de vez e desejei que o chão se abrisse.
Soltei um sorriso assim que ele se sentou novamente ao meu lado.
- Não faz isso comigo porque eu tenho vergonha. - Falei baixo, afundando meu rosto nos seus ombros. - Não gosto dessas coisas.
Ele riu da minha cara.
- Para de ser boba.
Observei novamente todos os seus amigos. Alguns acompanhados e outros não.
A irmã dele estava com o namorado e uma amiga, que de longe eu já sabia quem era.
Não sei se ela sabia quem eu era, mas não parava de me encarar, me deixando desajeitada com toda a situação.
- Garota, você vai virar uma elefante de tanta Coca-Cola. -Ele pegou na minha mão e riu. - Além das celulites, estrias.
Eu ri com o comentário idiota dele.
- E você pode parando de beber porque eu pretendo chegar no hotel bem. -Sorri, colocando o copo dele sobre a mesa.
Mais uma vez fiquei observando o movimento. Mais uma vez eu vi que eu ainda estava sendo encarada.
- Tá bem estranho tudo isso. - Peguei a palma da sua mão e comecei a fazer o contorno das linhas que ela tinha.
- Não fica pensando nisso. Sério, a Giovanna ainda é minha amiga. Só amiga. - Ele beijou meu rosto e me abraçou.
Suspirei nervosa. Mas não nervosa de raiva, mas sabe aquele nervoso de nervoso? Inexplicável. Então.
Não demorou muito, os garotos começaram com alguma brincadeira ou conversa idiota e vieram perto de nós dois. Aos poucos fui esquecendo os olhares tortos pra cima de mim e fui tentando manter contato com as outras pessoas. Embora eu seja fechada, consigo manter diálogos facilmente.
Ficamos por algum tempo falando besteiras. Sobre a minha loucura da viagem, por exemplo.
Meu celular começou a vibrar por cima da mesa e fui para o canto atender. Era a minha mãe querendo saber de como estavam as coisas. Ela foi contra no começo, mas depois começou a rir da situação. Não esperava nada de diferente.
Desliguei o telefone e voltei ao lado dele.
- Mamãe. - Sorri dando nos ombros.
- Mamãe? - Ele debochou.
- Ah! Qual é? Vai falar que a sua mãe também não se preocupa com você?
- Não. - Ele continuou debochando.
As músicas começaram a ficar melhores, mais animadas. Até McFLY tocou.
- Lies, lies, lies. - Sorri.
- Porra! Credo! Isso é velho. - Ele riu. - Só lembro de uma. Falling in love.
- É. Conheço essa também.
- Jura que você conhece? Não sabia!
- Lies, lies, lies! - Gargalhei e mordi sua bochecha.
Quando o mordi, senti dois olhares voltarem pra mim rapidamente. Foi à gota d'água.
- Eu vou embora. Vou chamar um... - Ele me interrompeu enquanto eu levantava da mesa.
- O que aconteceu? Espera que eu te levo. - Ele me puxou novamente pra cadeira.
- Eu não to mais afim de ficar aqui. Sério, não to mais me sentindo bem. - Sussurrei ao pé do seu ouvido. - Eu quero ir embora. Desculpa.
- Então espera aqui um pouco.
Ele levantou e foi até a sua irmã. Disse alguma coisa e voltou pra mesa.
- Vem, chata. - Ele sorriu me pegando nas mãos.
Entrelaçamos os nossos dedos e então saímos.
- Desculpa mesmo por isso. - Falei baixo.
- Tá tudo bem. Eu sei que você sempre teve ciúmes dela. - Ele debochou e me deu um beijo na bochecha.
Entramos no carro e saímos.
- Você quer ir pra outro lugar ou quer ir pro hotel? - Ele pegou nas minhas mãos.
- Eu não sei. Você quem sabe. - Sorri.
Ele parou o carro num lugar bonito. E dava pra ver o hotel que eu fiquei ao fundo.
Demos as mãos e saímos. Sentei numa mureta.
Apoiei as mãos atrás do meu corpo e inclinei pra trás.
Fiquei o encarando por algum tempo e sorri.
- Fala alguma coisa? - Falei nervosa.
- Você é linda. - Ele sorriu e se sentou ao meu lado.
- Alguma coisa que eu não saiba. - Sorri abertamente.
- Você é muito chata. - Ele bateu no meu braço, me fazendo gemer de dor.
- Disso eu também sei. - Sorri, retribuindo ao tapa.
Encostei minha cabeça no seu ombro e fiquei sentindo aquele cheiro que impregnava meu nariz de uma forma incrivelmente absurda.
Seus dedos começaram a percorrer todo o meu rosto, lábios, queixo. Suas mãos subiram e desceram pelos meus abraços, até entrelaçarem nossos dedos.
- Eu já disse que tua voz é foda? - Ele sorriu, me encarando.
- Sabia que esse seu tipo de sedução barata é pedofilia? - Abri um sorriso largo.
- Sedução barata, baixinha? De onde você tira essas coisas? - Ele começou a mexer na barra da minha blusinha.
- Não sei. - Dei com os ombros e sorri. - E o que você acha de tirar suas mãozinhas daí? - Sorri, apertando suas mãos com força. - Você é muito assanhado.
- Como você diz isso de mim? - Ele abriu a boca e soltou uma voz de desaprovação.
- Tira sua mão de mim. - Sorri de canto.
- Não. - Ele desceu com as mãos pra lateral das minhas coxas.
- Pára de ser safado! Que coisa! - Me afastei um pouco, rindo.
- Você provoca e depois cai fora. Porquinha chata. - Ele me puxou novamente.
- Eu provoco? Aonde isso? Tá doido? - Me afastei novamente.
- Você fica tocando meus pontos fracos, menina. Olha isso. - Ele riu apontando pro meu corpo. - Olha isso também. - Ele pegou meu pescoço e sentiu o meu cheiro. - Você quer me matar. - Ele me puxou novamente e me apertou forte contra o seu corpo e eu não pude evitar gargalhar.
Se eu ainda tinha alguma vergonha guardada, agora já era.
- Fica comigo essa noite? - Sussurrei aproximando meus lábios do seu ouvido. - Por favor. - Apoiei minhas mãos na sua nuca e rocei de leve meus lábios pela sua orelha.
- Não. - Ele respondeu segurando a risada e me afrouxando do abraço em seguida. - Não precisa pedir denovo. - Agora ele me encarou e sorriu.
Entramos no carro e voltamos pro hotel. Exatamente como eu havia imaginado, estava ali perto.
Entramos pela portaria lateral, passando somente pela recepção e entrando no elevador.
Senti suas mãos se aproximando da minha cintura, e indecentemente meu celular vibrando no bolso de trás da saia. O encarei e sorri.
-Você não precisa atender. - Ele sorriu, quase segurando minhas mãos.
- Mas eu quero. - Sorri, mostrando a língua.
Abri o flip do celular e encarei a foto, balancei a cabeça e sorri.
- Alô. - Falei num tom sério.
- Alô? Como assim alô? To tentando falar com você a noite toda. Te mandei mil sms, e-mail. To no MSN há horas e nada de você. - mel gritava comigo do outro lado da linha e eu não pude evitar rir, acabando com o ar sério que pretendia manter.
- Tá, uma pergunta por vez. - Saímos do elevador, e ele me puxava por uma das mãos para o quarto, e a outra eu segurava o celular no ouvido. - O que você quer saber, exatamente?
- Ele foi te encontrar? Tipo, ele recebeu sua mensagem? Ah! Pára de drama e me fala logo por que eu to curiosa.
- Você tá curiosa, amor? Por quê? - Entramos no quarto, joguei a minha mochila em cima da cama e me sentei naquela poltrona reclinável da janela. Ergui minhas pernas sobre a poltrona, abraçando os meus joelhos.
Fiz sinal para ele se sentar, e ele sentou bem na minha frente.
- Por quê? Como assim por quê? Não me enrola menina. Fala logo. - Notava-se de longe o desespero e a curiosidade dela.
Olhei pra ele, que agora fuçava na minha mochila arrancando tudo de dentro. iPod, maquiagem, escovas de cabelo.
- Tá, eu vou falar. Mas se você gritar eu desligo e sumo de vez. Certo? Hm, tem alguém aqui na minha frente agora, mexendo no meu iPod - Sorri. - Mas ele nem é lá essas coisas não. É muito chato, mala e sem educação. - Gargalhei, levando uma beliscada no braço, me fazendo soltar um grito baixo de dor.
- O que foi esse grito? - Ela riu, me fazendo rir junto.
- Esse insuportável que me beliscou. - Gemi e mostrei a língua pra ele.
- Nossa, quanto amor vocês dois.
Parei e pensei por alguns instantes no que ela havia dito. Amor? De onde ela tirou isso?
- Amor? Tem certeza que é amor? Eu to quase jogando essa praga da janela. - Gargalhei, ficando séria em seguida (ou pelo menos tentando). - Olha. Eu vou desligar, tá? - Mordi meus lábios e sorri. - Quando eu voltar pra casa eu te ligo. - Sorri e voltei a encará-lo.
- Tá bom, mas toma cuidado aí vocês dois. E manda um beijo pro fedido. - Ela riu, me fazendo gargalhar.
- Tchau. - Desliguei o telefone e o joguei sobre a cama.
Permaneci na mesma posição, mas agora eu já o encarava. Não sei o que tanto ele mexia. Só sei que o iPod já estava conectado nas caixinhas de som, que por algum motivo estavam dentro da mala, mas agora, colocados em cima da mesa.
- Que tanto você fuça? - O encarei com curiosidade.
- Não sei o que tanto eu fuço, mas eu fuço. E você é chata.- E ele permanecia mexendo.
- Você pega minhas coisas na minha mochila e ainda fica me chamando de chata? - Bufei. Me levantei e fui até o banheiro. - E pára de mexer nas minhas coisas. Fedido. - Sorri e fechei a porta.
Vesti meu pijama, amarrei meus cabelos, escovei os dentes e voltei pro quarto.
- O que você ta fazendo, garota? - Ele me olhava de um jeito, er, estranho.
- Pretendo dormir. - Segurei a risada. - Por quê?
- Dormir? Como assim, dormir? - thur abriu a boca, e os olhos, e ficou me encarando.
- Assim, olha.
Subi em cima da cama, tirando o edredom e entrando embaixo dele. Afundei minha cabeça naquele travesseiro maravilhoso de plumas e o olhei, gargalhando.
- Você me pede pra ficar com você, e vai dormir? - Ele me olhava confuso.
- Eu deixo você deitar do meu lado se quiser. - Sorri e bati minha mão no travesseiro ao lado.
- Mas é sério que você vai dormir? - Ele ainda me encarava.
- Se você não deitar aqui comigo, é. - Sorri e novamente bati no travesseiro.
- Então fecha os olhos. - Ele me olhou rindo. - Não quero que você me veja.
- Por que não? Para de ser idiota menino. Deita aqui logo. - Me segurei pra não cair na risada, admito. Não por nada que ele tenha dito, mas por puro nervosismo.
Ele tirou os tênis, jogando-os longe, fazendo o mesmo com a bermuda jeans, e se enfiou rapidamente embaixo do edredom.
- Não encosta um dedo em mim. - Ele apontou o dedo no meu nariz, me fazendo rir. - Sua porquinha chata.
- Então tá, seu estrupício irritante. - Me afastei dele. Colocando um outro travesseiro separando nós dois.
Me virei de costas e puxei mais edredom para o meu lado.
- Que garota chata! Pára com isso! - Ele gritou, puxando o edredom com toda força, jogando-o todo no chão, me deixando descoberta.
- Filho da mãe! - Pensei alto demais.
- O que você disse? - Ele subiu pra cima de mim, apoiando seus braços ao lado da minha cabeça, deixando seu rosto próximo ao meu.
- Palerma! - Sussurrei.
- Porca! - Ele revidou, agora passando uma de suas pernas por cima de mim.
- Gordo! - Virei meu rosto, afim de que nossos olhares se descruzassem.
- Criança chata e mimada! E olha pra mim. - Ele apoiou uma das mãos no meu queixo, puxando novamente meu rosto.
Por alguns instantes eu me senti totalmente à vontade ao lado dele. Mas como eu disse, por apenas alguns instantes.
Logo, aquela mistura de adrenalina e medo, tomaram conta do meu corpo e dos meus pensamentos, que automaticamente só desejavam uma coisa àquela hora.
Passei a encará-lo por cima de mim. Passei minhas mãos por seus braços e beijei seu queixo, seguido de uma leve mordida.
- Mula. - Sussurrei.
Ele apoiou suas duas mãos no meu rosto, aproximando, esfregou nossos narizes.
- Porquinha. - Ele sussurrou e em seguida me deu um selinho.
Esse selinho se transformou em outro selinho, e mais um, e mais um denovo.
Assim que os lábios dele tocaram os meus pela última vez, senti uma nova força surgir de dentro de mim, uma voracidade incontrolável. Imediatamente agarrei os cabelos de sua nuca, dando fortes mordidas em seus ombros. Suas mãos desenharam o contorno das laterais de meu corpo, fazendo-o soltar o ar pesadamente em aprovação. Nossas mãos se prendiam em alguma parte dos nossos próprios corpos, intensificando cada vez mais nosso beijo desesperado.
Ele se curvou um pouco e segurou a parte de trás de minhas coxas, puxando-as para que envolvessem sua cintura. Me sentei em seu colo. Agarrei seu pescoço e o mordi com desejo.
- Você é maluca garota, maluca. - ele murmurou ao pé do meu ouvido, mordendo o lóbulo enquanto puxava meu cabelo com um pouco de força. Minhas mãos agarravam e bagunçavam os cabelos dele, e minha respiração era quase nula.
- Agora não é hora pra reclamar. Shiu. - sussurrei, com o pouco de fôlego que me restava, e ele voltou a me beijar sorrindo, satisfeito. Àquela altura, com as mãos dele provocando formigamentos instantâneos em minha pele assim que me tocava, eu nem me lembrava mais do significado da palavra distância. Desse eu já tinha me desfeito há muito tempo, só não tinha coragem suficiente de admitir.
Desci minhas mãos por todo o seu corpo, sentindo meu coração quase explodindo, e puxei a gola de sua camisa pra cima, demonstrando meu desejo de tirá-la. Imediatamente, puxou-a pela parte de trás da gola, separando nossos lábios só para passar a blusa por sua cabeça, e quando voltou, suas mãos deslizaram por minhas coxas, trazendo descaradamente minha blusinha presa entre seus dedos.
Nossos movimentos tornavam-se muito mais fortes e intensos conforme a temperatura de nossos corpos aumentava.
Logo ele estava somente de cueca, pois do resto ele já havia se desfeito antes de se deitar ao meu lado.
Ele segurou meu rosto entre suas mãos, roçando nossos lábios, mordendo os meus com certa urgência.
Puxei minha bolsa com os pés, e enquanto ele fazia pressão com seu corpo sobre o meu peguei uma camisinha que estava guardada na nécessaire e a entreguei. Ele me encarou, balançou a cabeça e sorriu.
De uma forma que nem eu sei como, arrancou meus shorts, e minha calcinha tão ferozmente que quase a rasgou, e eu não fiquei muito atrás quando foi a vez da sua cueca.
Envolvi seu membro extremamente rígido com minha mão, masturbando-o o mais rápido que consegui e fazendo-o soltar gemidos dolorosamente contidos. Com a testa fortemente franzida e úmida de suor. Eu mordia e sugava seu lábio inferior com os olhos abertos, observando o prazer que eu estava lhe proporcionando, até que ele, cansado de se segurar, afastou seu rosto do meu e rasgou a embalagem do preservativo com uma expressão que nem eu soube distinguir, mas me fez sentir um prazer incrível.
Colocou a camisinha sem demora, me beijando desajeitada e desesperadamente assim que terminou, não esperou mais. Me invadiu com força, me fazendo quase cortar meu lábio inferior, tamanho foi o esforço que fiz para mordê-lo e conter um grito. Ele soltava rudemente o ar em meu ouvido, investindo cada vez mais forte.
Nada se comparava à sensação inexplicável que dominava meu corpo quando estávamos juntos.
Eu arranhava seus ombros, braços e costas incansavelmente. Ouvindo-o segurar seus gemidos e apertar firmemente minha cintura, até que cheguei ao clímax e ele finalmente pôde parar de se segurar e atingir o seu.
Abracei seu pescoço, levemente tonta, e distribuí vários beijos sobre a pele suada daquela região, me sentindo verdadeiramente feliz. Feliz como não me sentia há algum tempo.
Deitei minha cabeça sobre seu ombro suado, passando meu braço por cima de ser corpo, apertando-o num abraço. Puxamos o lençol para nos cobrirmos, colocando os braços por cima.
Encará-lo nos olhos agora seria a última coisa que eu desejaria na vida. Por mais que eu me sentisse confortável naquele estado, e principalmente, ao seu lado, a situação ainda era nova pra mim.
- O que foi? Han? - Ele prendeu meu cabelo sobre seus dedos, massageando-os.
- Não foi nada. Por que seria? - Respondi sem encará-lo.
- Por que ficou quietinha agora. Tá com vergonha? - Ele riu e puxou meu rosto, a fim de me olhar nos olhos.
- Vergonha? Por que eu teria vergonha? E ainda mais de você? - Chutei as palavras, escondendo meu nervosismo.
- Porque você me ama. - Ele soltou uma risadinha, passando os dedos pelo meu rosto em seguida, me fazendo corar completamente.
- Não fale o que não sabe. - Suspirei e o encarei.
- Eu sei, sim. É isso! - Ele riu, ainda passando os dedos pelo meu rosto. - Você veio até aqui à toa, então?
- Vim. - Abri um sorriso completamente falso. - Aliás, não vim. Vim porque eu quis, sabe... Dinheiro sobrando, não tinha o que fazer. - Sorri novamente mostrando completamente os dentes e dando com os ombros. - Sua boba. - Ele beijou a minha testa, e agora, sorri com vontade, deitando no seu peito, ouvindo o barulho do seu coração que batia calmamente.
- Porque um maldito fake fez isso com a gente? - Perguntei num tom baixo.
- Isso o que, baixinha?
- Isso. Se não fosse por ele, eu não teria te conhecido. E não estaria aqui agora.
- É, seu destino é ficar comigo. Se conforme. - Ele caçoou.
- Você é o carma. Praga. Coisa ruim. - Belisquei sua barriga.
- Eu sou tudo isso? - Ele ergueu o tom de voz e riu.
- É, mas eu não ligo. - Suspirei. - Esses dias eu tava pensando... É besteira, sério, mas eu tava pensando se estar com você seria tão bom de verdade como era estar lá.
- E é? - Ele riu.
- Não sei sabe. - Ri baixo - Você se apaixonou depois de ter visto uma tatuagem escondida. Lembra? - Escondi o rosto e gargalhei baixo.
- Caralho! Verdade. - Ele inclinou um pouco o corpo na minha direção. - E eu nem vi se você também tinha.
- Tenho! - Gargalhei. - E tá bem ali. - Ergui meu pé e o mostrei.
- Poo, que maneiro. - Ele se levantou e ficou olhando para o meu pé.
- Aí, pára de olhar. Não gosto. - Escondi meu pé embaixo do lençol.
- É legal. Seu pé é maneiro.
- Pé maneiro? - O encarei gargalhando. - Não gosto de pés. Mãos são mais legais.
- Eu gosto de um pé maneiro, ficar olhando, é legal. - Ele puxou meu pé e ficou mexendo nos meus dedos.
- Isso é péssimo. - Gargalhei e deitei novamente.
- Acho que sua grande felicidade sempre foi me dar foras. Não é? - Sorri.
- O que você quer dizer com isso? - Arthur me olhou rindo.
- Eu quero dizer que você sempre gostou de me dar foras. Fala e desfala, faz e desfaz. Quer e depois não quer mais. Inventa desculpas.
Suspirei.
- To pronta pra mais um, vai em frente. - Sorri e abri meus braços.
- Chata. Chata. Porca. Chata. - Ele me puxou forte e me abraçou.
- Vai me livrar desse? - Sorri o encarando.
- Vou te livrar desse, baixinha. - Ele prendeu nossos corpos e começou a acariciar meus braços. Levantei num pulo e rapidamente vesti a minha roupa. Havia pedido porcaria pra comer, e então chegou.
Era bom se entupir de comida de madrugada. Hambúrguer, refrigerante.
Autora:Bruna Tavares
(POP)



Muuuuuuuuuuuuuito booooooom.
ResponderExcluirameiiii
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